terça-feira, 31 de maio de 2011

Entrevista - Gincana (Genética)


1-      Seu nome?
Márcia Christina da Silva Branco

2-      Onde reside atualmente?
Atualmente resido em Itabuna, Bahia.

3-      Em qual instituição faz mestrando/doutorado?
Sou mestre em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), localizada no município de Ilhéus (BA) e doutoranda em Genética e Biologia Molecular pela mesma universidade.

4-      Qual a sua graduação?
Bacharelado em Ciências Biológicas (UESC).

5-      Qual a atuação do profissional na área da Biologia Molecular?
O profissional na área de Genética e Biologia Molecular, além da atuar como docente em Universidades, é capacitado para elaborar e executar projetos de pesquisa em instituições públicas e privadas em diversas áreas, principalmente bioquímica, fisiologia, microbiologia, imunologia, farmacologia, epidemiologia e biotecnologia. As atividades desenvolvidas de acordo com as diversas áreas incluem (i) melhoramento genético de espécies vegetais e animais através da manipulação genética, produção de plantas geneticamente modificadas, por exemplo, plantas resistentes à herbicidas, estudos de interação planta-patógeno e controle de pragas e doenças, na agropecuária; (ii) diagnóstico de doenças genéticas bem como tratamento e prevenção, avaliação de anomalias hereditárias, identificação de mutações e testes de paternidade pela análise de DNA, no setor de saúde; (iii) manejo e conservação da biodiversidade, em ecologia; (iv) avaliação e utilização de microorganismos com funções e efeitos benéficos à espécies vegetais de sistemas agrícolas e agroflorestais e no tratamento de contaminações ambientais, em meio ambiente; (v) produção de etanol, bioprodutos tecnológicos, papel e celulose, nas indústrias e agroindústrias e (vi) produção de medicamentos, hormônios e vacinas, em indústrias farmacêuticas. Estes são alguns exemplos já que o campo de atuação profissional, além de diversificado e crescente, encontra-se em transformação contínua.

6-      Uma das discussões recorrentes no campo das pesquisas científicas tem sido o uso de células-tronco para a regeneração de órgãos e tecidos. Qual a contribuição que é dada pela Biologia Molecular no estudo das células-tronco?
            A identificação e uso das células-tronco foi possível devido aos conceitos desenvolvidos pelo estudo da Biologia Molecular, principalmente Biologia Molecular da célula. O monitoramento de células pluripotentes, como a morfologia e diferenciação celular, é realizado por meio de técnicas da biologia molecular.

7-      A Biologia Molecular teve avanços? Quais?
Com a descoberta da estrutura do DNA (1953), das técnicas de DNA recombinante (1970) e Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) e do desenvolvimento de novas técnicas e equipamentos, a Biologia Molecular apresentou grandes avanços sendo a automatização do sequenciamento dos genoma de organismos um marco relevante. Assim, tornou-se possível o lançamento do Projeto Genoma Humano americano que levou quatro anos para ser concluído (2001). Com isso, uma equipe de pesquisadores brasileiros foram os responsáveis por um projeto mundialmente pioneiro de seqüenciamento do genoma de um microorganismo fitopatógeno, Xylella fastidiosa, e ganharam visibilidade internacional com a publicação na Nature em 13 de julho de 2000. Dentre os avanços recentes da Genética e Biologia Molecular destacam-se a clonagem de animais, a produção de alimentos transgênicos e grãos com alto teor nutritivo, uso de células-tronco embrionárias, avanços terapêuticos em oncologia e aplicações na medicina forense.  As técnicas de biologia molecular já são utilizadas na prática clínica em diagnósticos moleculares de doenças infecto-contagiosas com altíssima sensibilidade e especificidade, porém ainda limitado pelo alto custo. Na área odontológica, a biologia molecular tem proporcionado o diagnóstico precoce de doenças periodontais e câncer bucal e pesquisas com células-tronco na implantodontia. Tais avanços acontecem como resultado da dedicação e interesse por parte da comunidade e política científica, das instituições de fomento à pesquisa e também da sociedade.

8-      A profissão que você exerce está relacionada com a Biologia Molecular?
            Sim, como citado anteriormente sou Doutoranda em Genética e Biologia Molecular.


9-      Desenvolveu ou está desenvolvendo algum trabalho nesta área? Fale um pouco sobre o mesmo.
Sim, trabalho com fisiologia vegetal, genética vegetal, bioquímica e biologia molecular com a técnica de expressão gênica via PCR em Tempo Real. Minha dissertação de mestrado intitula-se “Respostas fisiológicas e expressão gênica de aquaporina em mudas clonais de cacau submetidas ao sombreamento e alagamento do solo” e está inserida na linha de pesquisa Bioquímica e Biologia Molecular de Organismos de Clima Tropical Úmido. Meu projeto de pesquisa do doutorado segue a mesma linha de pesquisa, porém tem como objetivo avaliar as respostas morfofisiológicas, genéticas e bioquímicas de progênies de cacau visando elucidar os possíveis mecanismos de resistência à seca, para subsidiar a seleção futura de novos genótipos para serem cultivados em solos com baixa capacidade de armazenamento de água e, ou em regiões com precipitações pluviais irregulares.

10-  Quais os seus objetivos a curto e longo prazo?
            A curto prazo, quero desenvolver minha tese e concluir meu doutorado com excelentes resultados. A longo prazo quero me inserir definitivamente na carreira acadêmica como pesquisadora e parte do corpo docente de uma universidade.

          "Sit down before fact as a little child..."
                                                              (Thomas H. Huxley)


        "O mundo é o meu país e a ciência a minha religião."
                                                               (Christian Huygens)






E-mail para contato:
chrisbiologa@gmail.com

terça-feira, 24 de maio de 2011

Tópico 10 da gincana


Meu vídeo da gincana foi divulgado pelos

seguintes blogs :


1-Prof. Dr. Flávio Furtado de Farias
2-Kaelly Lima
3-Lívia Karynne
4-Kalyne Morais
5-Ismael Moreira Luna



domingo, 22 de maio de 2011

Tópico 9 da gincana

3-Video do João Ricardo
4-Video do Colega Caio Raul
5-Visita à APAE por Alecia Andrade
6-Video de Eduardo Sérgio
10-Video de Fernanda Gonçalves
http://feernandapinheiro.blogspot.com/2011/05/blog-post.html
11-Raquel Alencar
http://raquelasf.blogspot.com/2011/06/meu-video_02.html
12-Amanda Amorim
http://amandaamorimodontologia.blogspot.com/
13-Marcelon Bernardo
http://marcelonodonto.blogspot.com/2011/06/video-legendado.html



sábado, 21 de maio de 2011

Visita a APAE, UM MOMENTO QUE TODOS PRECISAM VIVENCIAR!!!   


    No dia 18 de maio, nós estudantes do curso de Odontologia do turno da tarde com a disciplina Odontologia Social e Preventiva (O.S.P.) ministrada pelo professor Francisco da Faculdade Leão Sampaio visitamos a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), onde tivemos a oportunidade de conhecer um pouco sobre estas pessoas tão especiais, onde passam seus dias, se alimentam, recebem cuidados fisioterapêuticos, psiquiátricos entre outros e os trabalhos desenvolvidos e produzidos por eles.

   Trata-se de pessoas alegres e extremamente carinhosas, nos recepcionaram de forma festiva com muitos beijos, abraços e uma boa dose de alegria. Alguns deles puderam mostrar suas pinturas e demais trabalhos (são surpreendentes e admito que não teria tanta competência e tanta perfeição).

   As APAEs representam o 2º maior movimento do mundo e o 1º da América Latina que trabalham em pról dos portadores de necessidades especiais, chamado de excepcionais pelo movimento apaeano.No Brasil a 1ª APAE criada foi no Rio de Janeiro em 1954; atualmente conta com cerca de 1600 APAEs filiadas a Federação Nacional e distribuidas em Federações Estaduais.

    A APAE tem como objetivo proporcionar o desenvolvimento global dos alunos Portadores de Necessidades Especiais visando sua integração e inclusão na Sociedade, através de um processo educacional e terapêutico para atender suas necessidades, onde são desenvolvidos por profissionais capacitados, currículos adaptados, programas e procedimentos metodológicos diferenciados, apoiados em equipamentos e materiais didáticos específicos.




sexta-feira, 20 de maio de 2011

10º Fichamento da Gincana - Genética


Rocha L.M.; Moreira L.M.A.
Diagnóstico laboratorial do albinismo oculocutâneo
J. Bras. Patol. Med. Lab. v.43 n.1 Rio de Janeiro fev. 2007

  “O albinismo é um distúrbio de natureza genética em que há redução ou ausência congênita do pigmento melanina. O principal tipo de albinismo é o oculocutâneo (OCA), caracterizado pela ausência total ou parcial de pigmento.(...) Embora a síntese de pigmentos ocorra dentro dos melanócitos, a maioria dos pigmentos da pele é encontrada em vesículas cheias de melanina, conhecidas como melanossomos, localizadas dentro de células chamadas de queratinócitos(22).”(p.1)
  “Melanossomos são organelas semelhantes aos lisossomos produzidos pelo complexo golgiense e pelo retículo endoplasmático rugoso, que os tornam maduros e pigmentados. Em seguida são transportados por processos dendríticos e encaminhados para queratinócitos adjacentes(22)(...).”(p.2)
  “Oculocutâneo – todo corpo é afetado. O bloqueio da síntese de melanina é completo no tipo OCA 1 (albinismo oculocutâneo tirosinase-negativo) e seus olhos, cabelos e pele não desenvolvem nenhum pigmento(4, 8). Nos outros tipos o bloqueio não é completo e uma quantidade variável de melanina é formada, podendo haver nos indivíduos afetados escurecimento dos cabelos e desenvolvimento de pigmento na íris com a idade(8). O OCA 1 é ainda dividido em OCA 1A e OCA 1B, sendo o primeiro a mais severa forma de OCA(5). O nível de tirosinase é bastante reduzido no OCA 1B, mas não ausente(5). O OCA 2 (albinismo oculocutâneo positivo) é o tipo de albinismo mais comum(4, 11).”(p.6)
  “Os albinos são praticamente incapazes de transformar a tirosina em melanina. Conseqüentemente, têm a pele muito clara, cabelos brancos ou claros e seus olhos são vermelhos, pois a luz refletida atravessa os vasos sangüíneos dos olhos, ou, ainda, azul-esverdeados, se houver formação de algum pigmento na íris(21). Possuem fotofobia, astigmatismo, miopia, além de outros distúrbios visuais(4, 5, 20).”(p.9)
  “As diferenças entre OCA 1 e OCA 2 foram evidenciadas por métodos químicos, como o teste do bulbo capilar. Esse teste parte do princípio de que albinos oculocutâneo positivos, ao contrário dos negativos, produzem certa quantidade de melanina.”(p.13)
  “Os fios de cabelo são colhidos com um único puxo, fazendo uso de um pequeno alicate odontológico. A seguir são separados, identificados e, então, cortados e levados para análise(10). A incubação de cada fio é feita separadamente numa solução contendo L-tirosina a 37º por 24 horas(11). Após a incubação, os bulbos são lavados em água destilada, colocados em lâminas de vidro e observados ao microscópio com aumento de 80x(11).”(p.21)
  “O teste do bulbo foi descrito na década de 1970. Sua análise é qualitativa, e não quantitativa. Quando se quer comparar a atividade da tirosinase em indivíduos heterozigotos com controles, é feita uma análise quantitativa medindo a quantidade de água formada na oxidação da tirosina em Dopa. Atualmente, embora essa técnica seja usualmente referida como sensível na diferenciação das duas formas de albinismo oculocutâneo, é verificada a ocorrência de falsos positivos e negativos, não sendo geralmente utilizada como método único(5).”(p.26)
  “Os avanços nas técnicas de seqüenciamento molecular proporcionam a identificação dos cromossomos envolvidos nas diferentes formas de albinismo, assim como informações sobre as mutações presentes. Essas informações possibilitam uma melhor compreensão do distúrbio e futuras possibilidades de melhoria nas condições de vida dos albinos, uma vez que o conhecimento preciso das suas causas é uma condição para a elaboração de técnicas mais eficazes de prevenção e tratamento. Os resultados proporcionados pela análise molecular configuram-se como os mais adequados, já que apontam os genes que ocorrem nas mutações e a natureza dessas mutações.”(p.34)

Fonte:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442007000100006&lng=pt&nrm=iso

quinta-feira, 19 de maio de 2011

9º Fichamento da Gincana - Genética


 Pinho M.S.L.

Célula tronco tumoral: novo conceito em carcinogênese colorretal

Rev bras. colo-proctol. vol.29 no.1 Rio de Janeiro jan./mar. 2009



 “A partir do trabalho original de Fearon e cols1, em 1990, tornou-se evidente que o surgimento de uma célula tumoral é resultante de um acúmulo de mutações em seu DNA capaz de alterá-la morfológica e funcionalmente, levando a um ganho proliferativo o qual irá subsequentemente levar ao surgimento de uma população de células com características semelhantes. Como evento inicial deste processo foi identificada a presença de uma mutação no gene codificador da proteína APC, assim denominada por ser a principal marca genotípica da polipose adenomatosa familiar. Posteriores estudos demonstraram que esta mutação apresenta-se também como evento inicial em cerca de 80% dos casos de câncer colorretal esporádico 2.”(p.2)
  “Em condições normais, o ciclo de vida cumprido pelo colonócito dura em torno de cinco dias 3. Assim sendo, temos aqui a primeira controvérsia, pois tornase difícil a compreensão de como uma célula de tão curta duração poderia sofrer um acúmulo de mutações capaz de alterar completamente seu comportamento biológico.”(p.3)
  “Sabe-se hoje que na base da cripta existe um nicho de células especiais, denominadas como células tronco intestinais, as quais, além de não ascender em direção à luz intestinal, apresentam um ciclo de vida bastante longo, podendo aparentemente atingir alguns anos de duração. Estas células, que representam cerca de 1% do total de células crípticas, são responsáveis por promover a constante renovação da população celular do epitélio intestinal. Acredita-se hoje que isto ocorra inicialmente através da formação de um tipo especial de células denominadas como progenitoras ou transitórias, as quais irão por seu turno gerar as linhagens diferenciadas de células maduras que são os enterócitos, as células enteroendócrinas e as células produtoras de muco 4 (Figura 2).”(p.7)
  “Estas células tronco intestinais apresentam um ciclo de divisão celular bastante mais lento do que as células normais da cripta intestinal, podendo aparentemente realizar divisões simétricas, quando dão origem a duas células tronco ou duas células não-tronco, ou assimétricas, originando a uma célula tronco e uma célula não-tronco. Acredita-se que o ritmo e o formato destas divisões seja responsável não apenas pelo equilíbrio populacional da cripta mas também pelo próprio número de criptas existentes, multiplicadas através de um processo descrito como fissurização. Neste processo observa-se a formação de um brotamento lateral da cripta observado com frequência durante a idade de crescimento do cólon, possibilitando sua expansão. Este mesmo evento pode ser observado no indivíduo adulto na formação de tecidos neoplásicos como adenomas ou adenocarcinomas, e exemplifica a grande importância da manutenção do equilíbrio entre as células tronco intestinais e as outras células do epitélio.”(p.8)
  “As primeiras evidências de células tronco tumorais foram descritas nas leucemias em um estudo publicado por Bonnet e Dick8, os quais demonstraram que um grupo específico de células tumorais foi capaz de replicar tumores in vitro com grande facilidade, enquanto o mesmo não era obtido com o restante das células leucêmicas. Estas células foram diferenciadas das outras por sua capacidade de expressar a molécula CD34 e não expressar a molécula CD38, sendo então denominadas como células tronco tumorais.”(p.15)
  “Ricci-Vitiani e cols 16 publicaram em 2007 um estudo identificando possíveis células tronco tumorais no câncer colorretal, descritas como sendo aquelas capazes de expressar a proteína CD133 (também relatadas como células CD133+). Estas células, que representavam cerca de 2,5% do total de células tumorais, uma vez injetadas no subcutâneo de ratos imunodeficientes foram capazes de reproduzir tumores com as mesmas características do tumor original, o que não foi obtido com as células CD133- . Além disto, estas células demonstravam a capacidade de apresentar um crescimento exponencial por mais de um ano quando colocadas em esferas de cultura tumoral.”(p.19)
  “Como se reproduzem lentamente, as células tronco tumorais podem ser resistentes à quimioterapia convencional, a qual visa atingir as células de grande atividade proliferativa. Desta forma, a obtenção de uma importante redução da massa tumoral pode não estar necessariamente relacionada à cura, por representar a morte de colonócitos normais. Caso confirmada esta hipótese, nova estratégia de quimioterapia deve ser desenvolvida, e dirigida em especial às células tronco tumorais.”(p.25)


Fonte:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-98802009000100018&lng=pt&nrm=iso

8º Fichamento da Gincana - Genética

Viegas Y.

Gestação e cárie dental


Rev. Saúde Pública v.4 n.1 São Paulo jun. 1970



“O aspecto quiçá mais importante, a fim de elucidar se existe ou não uma relação entre gestação e cárie dental, traduzida por um aumento do ataque de cárie durante a gravidez, está na elaboração de estudos de incidência comparando gestantes e não gestantes.”(p.1)
“Examinamos 132 mulheres no início de gestação, mas destas, em apenas 82 pudemos concluir nossas observações. Em relação às não gestantes houve também uma perda similar, pois que das 65 nas quais procedemos o exame inicial, apenas em 40 pudemos realizar o segundo exame.”(p.5)
“Tal fato se deve às dificuldades inerentes ao trabalho com o elemento humano. Assim é que tivemos perdas de pacientes devidas ao problema da gestação em si (abortos, por exemplo) e pelo abandona por parte da gestante à assistência da Seção de Higiene Materna do Centro de Saúde. Por essa razão nossa investigação exigiu um período de tempo igual a 2 anos e 2 meses.”(p.6)
“A idade das gestantes variou de 17 a 40 anos, tendo uma idade média de 25,88, e a das não gestantes, de 21 a 40, tendo uma idade média de 28,37.”(p.7)
“O método empregado para a verificação do ataque de cárie foi o índice CPOS. O exame foi feito sob luz artificial empregando-se espelho plano e sonda exploradora n.° 5.”(p.8)
“Os dados foram anotados numa ficha individual cujos itens classificadores eram idade e número de gestações.”(p.10)
“Em ambos os grupos foram realizados dois exames em cada mulher. O primeiro, nas gestantes, foi feito imediatamente após a constatação da gestação, e o segundo foi executado no final da gestação. Para as não gestantes, estipulou-se um intervalo de tempo que correspondesse aproximadamente ao das gestantes.”(p.11)
“O resultado das observações, inicial e final, feitas nas 82 gestantes encontra-se na Tabela 1 onde se pode verificar o CPOS inicial e final, correspondentes ao primeiro e segundo exames, e sua incidência. Nessa tabela também podemos constatar o período de observação, o número de gestações correspondentes a cada gestante e a idade.”(p.15)
“Na Tabela 2 podem ser verificados os mesmos dados em relação ao grupo de não gestantes.”(p.16)
“Ao se analisar os dados dos dois grupos nota-se que as médias do período de observação são pràticamente iguais em ambos, equivalendo a 6 meses aproximadamente. Verifica-se ainda que as médias de superfícies atacadas pela cárie não são muito diferentes, sendo ligeiramente maior no grupo das não gestantes (68,75 – 61,10). Isto é explicável porque a média de idade nas não gestantes também é maior (28,37 – 25,88). Observa-se mais que as médias de incidência de superfícies atacadas pela cárie são similares (2,00 – 1,85). Feito o teste de diferença de médias, pôde-se concluir que tal diferença não é estatìsticamente significante.”(p.17)
“Nossos resultados evidenciaram que a diferença de incidência de superfícies cariadas entre gestantes e não gestantes não é estatisticamente significante. Isto demonstra que o ataque de cárie se processa independentemente de qualquer efeito metabólico.”(p.18)

Fonte:  http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89101970000100011&lng=pt&nrm=iso